Entidades preparam campanha contra decreto pró-armas de Bolsonaro

Entidades da sociedade civil e especialistas em segurança pública preparam reações às medidas prometidas pelo presidente Jair Bolsonaro para flexibilizar o acesso a armas no país. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
O Sou da Paz fará campanha nacional para reforçar o discurso de que o combate à violência e ao crime se dá por meio de investimento em segurança, e não armando a população. “Se ele fizer, será um retrocesso e deve acelerar as mortes violentas com armas de fogo”, diz Ivan Marques, diretor-executivo do instituto.
A ideia dos grupos contrários à política armamentista de Bolsonaro é reunir diversos setores, inclusive as igrejas, para chamar a atenção da população sobre as possíveis consequências das propostas do presidente. A campanha vai afirmar, por exemplo, que a política de Bolsonaro pode ser fatal nos casos de violência doméstica.
Se a linha de corte para a liberação da posse de armas nos estados for a citada pelo presidente na entrevista que concedeu ao SBT na última semana, a flexibilização das regras vai valer para quase todas as unidades da federação. As exceções seriam Santa Catarina e São Paulo.
À emissora, Bolsonaro disse que a posse de armas poderia ser requisitada em estados que tivessem mais de dez homicídios por armas de fogo para cada 100 mil habitantes.

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