SÓ PODE SER PIADA. Dodge pede ao Supremo para arquivar dois inquéritos sobre Renan Calheiros

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de dois inquéritos nos quais o senador Renan Calheiros (MDB-AL) é investigado.
Segundo a procuradora, nos dois casos, não foi possível encontrar provas para avançar nas investigações.

Um dos pedidos, conforme o G1, foi feito nesta terça-feira (8) e o outro, em fevereiro. Os casos são relatados pelos ministros Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia.

Renan Calheiros é alvo de 14 inquéritos e, se os relatores atenderem aos pedidos da PGR, o senador seguirá investigado em 12 casos. Desde o início da operação Lava Jato, outros cinco casos envolvendo o emedebista foram arquivados.

O inquérito sob relatoria de Cármen Lúcia foi aberto para apurar movimentação financeira suspeita de R$ 5,7 milhões envolvendo saques de R$ 1,1 milhão.

Segundo ela, a justificativa do senador para a movimentação (negociação de gado) é “inverossímil”, mas não foi possível avançar na investigação. E afirmou que alguns fatos estão próximos da prescrição e manter a investigação afrontaria “os primados da eficiência e da efetividade do processo penal”.

O outro caso, relacionado à Lava Jato, está sob relatoria do ministro Fachin e apura o suposto recebimento de propina por Renan, pelo senador Jader Barbalho e por Anibal Gomes, entre 2006 e 2007, em razão de um contrato de empresa argentina que pertence à Petrobras.

A apuração foi iniciada com base na delação de Fernando Baiano, que afirmou ter recebido US$ 300 mil para operacionalizar valores para os integrantes do MDB. No inquérito, conforme Dodge, foram realizadas diversas diligências, mas o depoimento de Fernando Baiano não foi confirmado por outros delatores.

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